Inadimplência em Goiânia sobe mais de 8% em setembro na comparação com o mesmo período do ano passado

Informações do SPC mostram que a capital acompanha a tendência vista no restante do Brasil

Com indicadores que ultrapassam a média das capitais da Região Centro-Oeste brasileira, Goiânia lidera o ranking da inadimplência. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (20) pelo SPC Brasil apontam que o número de pessoas inadimplentes cresceu 8,35% em setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2021. A realidade dos goianienses reflete o visto em âmbito nacional. No Brasil, são mais de 64 milhões de negativados.

“Os indicadores da economia brasileira vêm mostrando aspectos positivos e dando muitos sinais de recuperação nos últimos trimestres. Mas, apesar disso, as famílias ainda estão com dificuldades para honrar o pagamento das dívidas. A explicação pode estar no achatamento da renda média da população durante a pandemia. Boa parte da massa de trabalhadores não conseguiu recuperar as perdas”, opina Geovar Pereira, presidente da CDL Goiânia.

Ao observar a faixa etária por devedor, a participação mais expressiva está entre aqueles com idade entre 30 e 39 anos (26,22%). No recorte por gênero, os homens superam as mulheres, correspondendo a 50,69% contra 49,31%.

Soma das dívidas ultrapassa 4 mil

Em setembro de 2022, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 4.090,89 na soma de todas as contas. Os dados ainda mostram que 34,76% dos consumidores da cidade tinham dívidas no valor de até R$ 500, percentual que chega a 49,15% quando se fala de dívidas de até R$ 1.000. Já o tempo médio de atraso das dívidas dos negativados de Goiânia é igual a 2 anos e 2 meses, sendo que 32% dos devedores possuem tempo de inadimplência de 1 a 3 anos.

“O tempo das dívidas em atraso mostra que os débitos contraídos na pandemia continuam causando rombo no bolso do consumidor, transformando o problema numa verdadeira bola de neve. Agora, mais do que nunca, é necessário investir em políticas voltadas à capacitação profissional, ao capital humano e à educação”, explica Geovar Pereira.

O número de débitos também foi outro índice que apresentou alta. Cada consumidor inadimplente na capital tinha em média 2,041 dívidas em atraso – aumento de 17,90% em setembro, na comparação com o mesmo mês do último ano.


Bancos são os locais em que o goianiense mais deve


O setor com participação mais expressiva do número de dívidas na capital foi o de bancos, com 59,08%. Na sequência estão comunicação (12,20%), comércio (10,72%),
água e luz (9,33%) e outros (8,66%).



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