Número de inadimplentes em Goiânia cai mais de 34% em março

abr 12, 2019

Apesar da retomada da economia ainda seguir em ritmo lento, o consumidor goianiense já apresenta sinais de recuperação de crédito. Exemplo disso é a queda na quantidade de inadimplentes junto ao SPC. O número de negativações em Goiânia caiu 34,94% em março em relação a fevereiro. No comparativo com o mesmo período de 2018, a queda registrada foi de 8,02%. Os números são da base de dados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Goiânia (CDL).

A gerente de Negócios da CDL Goiânia, Dina Marta Correia Batista, observa que, depois da crise econômica, o consumidor goianiense está mais consciente no momento de efetuar compras. Ou seja, tem preferido pagar as contas em atraso a realizar novas dívidas. Além disso, que o cenário positivo tem sido motivado pela expectativa de melhora do emprego e da renda e, consequentemente, da recuperação do crédito.

“O fato de termos menos negativações, significa que o consumidor está conseguindo retomar o crédito. E este cenário é bastante positivo, pois todos ganham, as pessoas voltam a comprar e os lojistas a comercializar seus produtos, fazendo a economia girar”, afirma gerente de Negócios da CDL Goiânia.

Pagamento de dívidas

Apesar de registrar queda na inadimplência, o consumidor ainda sente os efeitos da crise e enfrenta dificuldades em limpar o nome, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais. Os dados mostram que, em média, foram necessários 14 meses para o pagamento das dívidas responsáveis pela negativação de seus CPFs.

Na hora de quitar as contas responsáveis pela negativação, os maiores obstáculos encontrados foram obter um bom desconto no valor total da dívida (27%) e negociar prazos e formas de pagamentos (24%), enquanto 19% disseram não ter conseguido renda extra para quitar os compromissos em atraso. Entre os motivos que impossibilitaram o pagamento dessas contas estão a redução da renda (42%), a perda de controle dos gastos (38%) e o surgimento de imprevistos (36%).

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