ARTIGO
Sobrevivência do comércio
depende da Internet
Loja virtual, será impossível não ter uma. Se forem levadas em consideração as previsões de especialistas como o e-bit, empresa de informações de comércio eletrônico que pesquisa hábitos e tendências do comércio eletrônico (e-commerce) no Brasil, vender pela Internet será garantia de sobrevivência para muitos setores. O aumento da segurança nesse tipo de transação aliado à comodidade de fazer compras sem sair de casa tem causado uma revolução no mercado de consumo. O e-bit prevê que o volume de negócios gerados pelas vendas do e-commerce somente neste Natal poderá atingir R$ 1,63 bilhão no Brasil.
Planejamento, pesquisa e formalização são as dicas de quem vem atuando no segmento. Para facilitar o acesso a esse universo, a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net), em parceria com o Sebrae e os Correios, vem realizando em todo o País o Ciclo de Seminário de Comércio Eletrônico para a Micro e Pequena Empresa. “A importância da entrada das MPE no comercio eletrônico é fundamental. Não existe mais aquela pergunta se ele deve ou não vender na internet; a pergunta hoje é: por que eu estou fora do e-commerce? Uma empresa que não está no comércio eletrônico, está perdendo negócios. A internet é uma janela que se abre e diminui as distâncias”, avisa o consultor da Câmara-e.net, Edilson Flausino.
Para o diretor geral do e-bit, Pedro Guasti, elaborar um plano de negócios e formalização da empresa virtual são passos fundamentais para quem deseja crescer. “Só assim dá para divulgar o site e criar a confiança de novos clientes”.
1) Crie umplano de negócios
Estude o melhor mercado para abrir sua loja na Internet. O ideal são segmentos exclusivos, diferentes da concorrência de grandes redes. Descubra o público alvo e suas preferências. Se atualize, faça cursos sobre e-commerce.
2) Abra uma empresa
Para quem já está no mercado e fatura, no máximo até R$ 30 mil ao ano, o modelo mais barato de formalização é o Empreendedor Individual. O custo mensal é de R$ 51,15 para a Previdência, R$ 1,00 para o Estado (comércio ou indústria) e R$ 5,00 para o Município (prestação de serviço). O cadastro deve ser feito no site www.portaldoempreendedor.gov.br.
3) Escolha e registro de domínio
Para existir na Internet, a loja vai precisar de um nome e endereço virtual. Conhecido como domínio próprio, o nome deve ser registrado na Fapesp, órgão que também verifica se o nome já é usado por outro empreendedor no país. É possível pesquisar domínios próprios nos sites www.registro.br ou www.register.com, em caso de pesquisa internacional.
4) Sistema de pagamento
Busque uma empresa para desenvolver seu site que seja certificada e tenha credibilidade no mercado. Isso vai garantir segurança antifraudes para o empreendedor e para o cliente. O site deve ser fácil de navegar, permitir que o cliente use um carrinho de compras virtual, faça o pedido e escolha uma forma de pagamento.
5) Entrega do produto
Quando a quantidade de vendas for pequena, o empreendedor pode ir pessoalmente aos Correios e enviar o produto. Caso contrário, será necessário contratar uma empresa. Os Correios possuem um serviço de entrega para o comércio eletrônico chamado E-Sedex. www.correios.com.br
6) Divulgação
Há várias formas de divulgar o site: o tradicional boca-a-boca, montar o perfil da loja em redes sociais na Internet, como Orkut, Facebook e Twitter, anunciar em portais ou ainda pagar ao Google para destacar o site como publicidade nas buscas. O e-bit sugere a inserção em sites de comparação de preços, que cobram de R$ 0,30 a R$ 1,00 por clique.’
Quer saber mais?
www.sebrae.com.br -
www.e-bit.com.br -
www.camara-e.net
Fonte: E-bit, Sebrae e jornal O Globo